quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Um ano. Mil choros.




Chorei demasiadas vezes este ano.
Gostava de dizer que sempre por culpa minha.
Que por amarguras minhas.
Que por falta de estrutura.
Que por excesso de temperamento.
Que por arrogância.
Por ira
Inflexibilidade...

Nem sempre.

Chorei demasiadas vezes este ano.
Muitas vezes, quase todas as vezes, pelos outros.
Por causa dos outros.
Porque sofri pelos outros.
Pela dor outros.
Pela dor que outros me infligiram.
Por ser fraca.
Por ser atingível.
Por amar.
Por necessitar de aprovação.
Por humilhação.
Por vergonha.
Por não ser capaz.
Por não estar à altura.

Mas nem sempre.

Chorei demasiadas vezes este ano.
Também por capricho ou falta dele.
Chorei porque sim e porque não.
Chorei por coisas que aconteceram.
Por coisas que não aconteceram.
E por coisas que deviam ter acontecido.
Por coisas que eu queria ter alcançado e não consegui.
E por coisas que consegui e preferia agora não as ter.
Chorei por coisas que, simplesmente, consegui e não sabia ser possível conseguir.
Chorei porque as estruturas se afundaram.

Sei, porque sei, porque a arrogância me deixa ter a certeza de o saber, que o ano que vem vai doer mais.
Que o ano que vem vou finalmente saber o que é chorar demais.



segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

lado a lado

André Kertész - A Window on the Quai Voltaire, Paris, 1928



Um dia, talvez lá longe, muito longe, nas nossas vidas, venhamos a olhar no mesmo sentido, lado a lado.
Talvez venhamos a olhar em frente, para o mesmo, a querer o mesmo, a amar o mesmo, lado a lado.
Em vez de nos enfrentarmos.
Um dia, talvez, venhamos a querer as mesmas coisas, a dar valor às mesmas coisas, caminhando lado a lado, juntos, com o mesmo passo, até as alcançarmos.
Em vez de caminharmos de costas viradas.
Em vez de nos odiarmos e combatermos. Como inimigos.
Um dia, talvez, queria eu mais perto que longe, venhamos a olhar da mesma janela lado a lado, como tantas vezes o fizemos.
Talvez, apesar de não estarmos juntos, de ombros colados, as nossas mentes os nossos corações, se voltem a unir e não precisem das palavras para se amigar.
Um dia, quero acreditar que amanhã, estaremos por fim, lado a lado, a rir das costas que antes estiveram viradas. 
Estaremos a olhar da janela o que teimosamente, lado a lado, não quisemos ver.





segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Pesado o peso que se carrega




O tamanho do peso que te ponho,
Tem a proporção do peso que lhe sinto.

Tem o peso que lhe conheço,
Aquele que desconheces,
E a soma dos dois.

Pesa mais que a consciência de si mesmo.
Pesa mais que a importância que lhe dou.
Será possível carregar algo assim?
Será possível ter este peso nascido de mim?

Perdoa o que desconheces mas está por vir,
Ou já assentou.
Perdoa esta carga,
Este peso,
Que a minha imprudência,
Te deixou.



domingo, 13 de dezembro de 2015

Ferimentos na alma dos pés



Por vezes, os ferimentos maiores, não são os do corpo.

No ballet, os pés sofrem.
A alma dos pés sofre.
Fica torcida e retorcida para nos sustentar com beleza.
Sujeitamos os nossos pés ao nosso peso, sozinhos, a troco de uma glória que queremos só nossa.
Mas é dos nossos pés.

Eles elevam-nos.
Eles fazem-nos saltar.
Rodopiar.
Caiem no chão e voltam a erguer-nos.
A sua alma verga-se e espera-se que nunca parta.
Mesmo que a outra alma já esteja partida.

No ballet, a alma ergue-se.
Ambas as almas se erguem.
Uma empurra a outra mesmo quando as forças querem fazer o contrário.
A alma dos pés empurra a alma do peito.
Mesmo desfeita.
Numa bailarina, as almas dos pés salvam a alma do peito.
Salvam sempre.
Não a ressuscitam mas elevam-na a um lugar mais bonito.
Mais perfeito.

Por isso digo que, por vezes, os ferimentos maiores não são os do corpo, são os da alma.
Aquela alma que nos habita no peito.
Aquela que vemos menos mas nos derruba no mais profundo lamento.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Não me atirem pedras (atirem-me pétalas)


video




Olá a todos!

Ora bem, não sei bem por onde começar mas talvez começar pelo princípio seja uma boa ideia.
Há muito tempo que não dou as caras por aqui porque tenho andado ocupada com outras coisas e algumas delas, diria eu, nem me dão assim grande orgulho revelar mas enfim, esta terá mesmo de ser porque, e vou ter mesmo de ser interesseira, preciso de vocês, meus seis leitores que aqui vêm diariamente.



Há umas semanas o blog "A Pipoca mais Doce" lançou um concurso, eu concorri, fui selecionada e agora, basicamente, venho apelar ao vosso voto.




Agora os pormenores sórdidos da coisa:

- o concurso é para ganhar, nada mais nada menos, que um... casamento... yeph... com tudo a que se tem direito.


- Outro ligeiro pormenor, é que não, o Rui não me pediu em casamento, mas perante esta oportunidade, e imbuída do meu maior espírito de competição decidi, por minha única e exclusiva iniciativa e responsabilidade, concorrer.

- Lixei-me: fiquei entre os 12 selecionados.

- Descansem, entretanto o Rui já sabe e parece que está naquela de alinhar (mesmo que aconteça e ele não apareça no dia a festa faz-se na mesma, relaxem).

- O que vos peço, além de acederem a este site para votarem http://ocasamentomaisdoce.pt/votacao/ é que votem, naturalmente, naquele vídeo que tem o meu nome.

- Porque serão selecionados para a última fase apenas os três vídeos mais votados, e nestas coisas já se sabe que ganha, não necessariamente o melhor, mas aquele que tem mais amigos, vamos precisar de muitoooos votos (quero ver com o que conto!!!!).

- Atrás disto peço, também, que partilhem o link e o meu nome (é o nome associado ao vídeo), com a vossa rede de amigos, familiares, conhecidos, etc., para que votem também.

- Partilhem muito, muito, muito, por mail, por chat, mensagens privadas no Face, por onde quiserem mas partilhem.

- O Site está com muitos problemas mas vão tentando e façam muitos refresh que a coisa vai lá.

E é isto.
Deixo-vos o vídeo em anexo para se rirem do meu imensooooo jeito para a arte de fazer vídeos e, por favor, ignorem a manicure.


Beijos e Abraços e muito obrigada a todos!!!

Inês & Rui (aquele que não vai comparecer)


[E sim, expus-me mais do que é habitual mas um dia não são dias e para o mês que vem já ninguém se lembra, right? ;) ]