terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Rapidinhas



Coisas rápidas que tenho a apontar sobre o mundo antes que chegue o Natal e eu tenha coisas ainda menos felizes a dizer:


Sobre a cerimónia de juramento de António Guterres como secretário Geral da ONU, li muitas coisas nas redes sociais escritas por tugas como "Bravo Portugal!", "Parabéns ao povo Português" e por aí adiante.
Corrijam-me se estiver a ver a coisa mais curta que devia mas, "Bravo Portugal" porquê?
O que é que nós fizémos?
O mérito não é todo do próprio António Guterres?
E sou eu que sou esquecida e nova demais, ou andámos muitos anos sem saber, nem querer saber, do António Guterres e do que ele andava a fazer fora de Portugal?
Somos um bocadinho parvos nisto de querer colher louros que os outros fizeram por ter, só porque somos todos portugueses. Somos todos muito patriotas nestas alturas em que o mundo nos vê com as lentes cor-de-rosa mas, e não gostava de ser portadora de más notícias, é provável que metade do mundo não saiba ou que António Guterres é português ou onde fica Portugal. Desculpem.



Fuck me... Chiano Ronaldo ganhou uma bola de ouro e eleva o nome de Portugal no mesmo dia.

Isto faz-me lembrar o dia em que a Madre Teresa de Calcutá morreu. 
Coitada, não teve a culpa, mas foi logo morrer ao mesmo tempo que a princesa Diana e está-se mesmo a ver que não havia espaço nesse dia para duas pessoas nas notícias do país  e do mundo. 
Muito menos do mundo... que é tão pequenino e coiso... coisinho...



"Bob Dylan estava ocupado".

Alguém me explique o que será que há de mais importante para fazer que isso de ir receber um Nobel que não possa ficar para depois?
Porra Dylan, vai-te encher de moscas.
Eu ainda nem tinha exprimido a minha opinião sobre o Bob Dylan receber o Nobel da literatura porque, em boa verdade, a coisa resume-se a isto: eu nunca curti Bob Dylan. Não é a minha cena. Eu é mais Beyoncé. E por essa razão, assumindo que sou eu que ando contra o mundo, nunca me interessei por Bob Dylan e, consequentemente, perdi a legitimidade de falar nele, também não podia vir dizer que achei a maior barbárie entregar-se um Nobel da literatura a um músico (sim chamem-lhe autor, escritor, letrista. No The Big Picture queria ver se não respondiam que o homem é músico, quanto muito, vá, cantor).


Porra oh Bob Dylan, a sério, é caso para perguntar, onde estavas tu no 25 de Abril?




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