domingo, 18 de dezembro de 2011

Ai, James Brown, James Brown...



Eu tenho medo deste homem. Cada vez que me entra pela televisão, completamente desgovernado, naqueles fatos justos, com todas as cores inadmissivelmente conjugadas... Cristo! Tenho medo de ser abalroada pelo seu frenesim. O corpo fica possuído, a voz ganha força, e os olhos nem abrem, tal é o estalo! Pois, que eu cá não acredito que aquele fechar de olhos seja o mesmo que a Celine Dion tem quando canta a música do Titanic. Este homem fecha os olhos por estar possuído pela música mas também pelas drogas, é certo. Abençoadas drogas, então!
Cada vez que o vejo ... É de loucos. Que homem louco.
A verdade é que o James Brown era o maior, e ainda é, sobretudo porque hoje já ninguém se arrisca como ele. A música e as performances dos seus cantores andam actualmente, mais-ou-menos, entre o sonso e o insípido e ninguém coloca, sequer, em hipótese partir a loiça toda em palco, de modo genuíno e não encenado. Andam todos uns betinhos, tal como o público, creio.

(Nos dias que correm era miúda para dar umas trincas no James Brown. Mas ao James Brown dos 70's... entenda-se! E nem sei porque é que disse isto, mas talvez tenha a ver com o bombardeamento de hormonas que acabei de levar pelos olhos dentro enquanto o ... enquanto o vejo pornograficamente suado debaixo da sua peruca de nylon de má qualidade. E isto é doloroso para uma rapariga simples como eu.)

É pena que tenha morrido, pois é... mas que se lixe. Não morremos todos?


Sem comentários:

Enviar um comentário