domingo, 8 de junho de 2014

Uma singela carta de amor




Pediste-me que te escrevesse uma carta,
Mas uma carta não se pede.
Como o amor não se inventa,
Como a paixão não se reacende,
Dou-te estas letras porque te pertencem.

Pediste-me que dissesse que te amo,
Mas o amor não se pede.
Como o futuro não se adivinha,
Como o passado não se esquece,
Dou-te este coração porque te pertence.

Pediste-me que não morresse antes de ti,
Mas a morte não se pede.
Como os dias não se contam,
Como as noites são frias sem calor,
Dou-te a minha vida em troca do teu amor.




1 comentário:

  1. Isso assim acaba mal... ficas tu sem o amor, e ele sem a tua vida.
    A ver se as coisas correm melhor para a próxima, ok.

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