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18.9.17

E agora, algo completamente diferente!





A minha afilhada mais pequena, disse hoje à mãe:

"Mãe, gostava de experimentar ter um filho mas gostava que fosse anão, para ficar sempre assim pequenino".


Ora bem, acho que a humanidade concorda em dar o prémio "Diz lá a cena mais marada, sinistra e perturbadora  que te lembras" a esta criança. Ou então é de mim, que estou sensível.
Mas cheira-me que isto é só o primeiro capítulo de outros que se estão por desenrolar.

[Mãezinha, não a queiras mandar exorcizar, não!]



29.5.17

Meias verdades




Não é verdade.
O Herman ainda está vivo.

E é isto...




4.1.17

Procura-se...




... blogues novos para ler.


29.12.16

Rascunhos 2016




E a vontade que me deu de limpar a caixa de "rascunhos" de 2016 e publicar tudo até ao final do dia...



19.9.16

Homem por instantes

Esta imagem só porque me diverte
[e para a minha amiga Elsa que diz que vai ter pesadelos]




A comida demora sete segundos a passar da boca ao estômago. O cabelo consegue aguentar até 3 kg. O comprimento do pénis é  três vezes o comprimento do polegar. O fémur é tão duro como o cimento. O coração das mulheres bate mais depressa. As mulheres piscam duas vezes mais os olhos. Usamos trezentos músculos para manter o equilíbrio. As mulheres leram o texto inteiro... O homem continua olhando para o seu polegar.


[Encontrei isto entre umas coisas antigas. Não sei porquê hoje achei graça. Quer dizer, eu sei porquê: porque também fiquei a fazer contas ao polegar... gaita...]




7.2.16

1827 dias cães




Nem me dei conta mas já passaram cinco anos disto...
(ou: como manter um blog que não fala de nada?...)




11.1.16

Não era suposto



Eu sei que não era suposto dizer isto ao dia de hoje...


Mas eu nunca curti muito David Bowie.






2.1.16

15.7.15

Acordo Ortográfico



Tenho um comunicado a fazer:

Bem sei.
Houve, tem havido e continuará a haver uma grande resistência na adoção do acordo ortográfico.
Pois tenho algo a revelar sobre esse assunto: já não aguento mais escrever das duas maneiras e neste blog adotar-se-á o novo acordo ortográfico sem pruridos nem lamentações. Mais vale enfrentar as coisas.

O que se tem passado nestes dois anos é que, no trabalho, há muito que adotei o acordo ortográfico mas na minha vida, digamos, civil, fui daquelas resistentes que foi mantendo os "c's" e os p's" e muitos dos hifens que, entretanto, caíram, e nem tenho uma explicação razoável para isso. Ou terei, mas não sei se é razoável. Sou apenas eu que demoro o meu tempo a adaptar-me às coisas, mas chego lá. E agora, depois de dois anos a escrever de uma maneira em casa e de outra no trabalho, acho que esse período de adaptação já está mais que ultrapassado.

Aqui no blog, até hoje, não assumi o novo acordo ortográfico mas sei que já resvalei numa ou outra palavra e tenho para mim que, a dada altura, ou se bem que é de uma maneira ou se bem que é de outra. Mixórdias é que não.
Por essa razão, e porque já ando há dois anos em constante luta, este blog passa a ser daqueles que não tem problemas nenhuns em deixar de escrever farmácia com "ph" e Vítor sem "c".
Os mais velhos perceberão.



7.4.15

MIX: coisas que deviam ir para o lixo mas povoam a minha cabeça



Ando há dias a tentar escrever coisas sérias mas têm-me saído mixórdias, assim, variadas.
Ora me vem isto à cabeça, ora vem aquilo, umas que dão tempo de apontar em algum lado, outras que se esfumaram e foram resgatadas mais tarde por ideias entrecortadas.
Uma salgalhada, é o que se passa neste cabeça.
Tenho um ninho de pássaros a dormir mesmo por cima do meu quarto há umas semanas e os filhos-da-mãe acordam com o nascer do Sol que, por acaso, não coincide com o meu nascer do Sol, e eu ando a ficar perturbada com tanto piar e raspar de patas na cobertura, o que, consequentemente, me perturba as ideias e me desorganiza a escrita. Eram 06:15 da matina e eu andava em cuecas em cima do escadote a ver se afugentava a bicharada.
Por isso, e como estou a acusar um bocado de falta de paciência mas, por outro lado, fruto deste desnorteio, me apetece escrever, fui arrebanhar coisas que se andavam a acumular na pasta "Rascunhos", cujo início nunca conheceu um fim, e juntei tudo neste post. Por isso, sim, são coisas, basicamente, sem lógica nem arranjo nem operação de maquilhagem.
A imagem do esparguete com ketchup e almôndegas está dentro do espírito da coisa, para além de que foi a primeira imagem que me veio à cabeça quando pensei neste mix.
Já nem como esparguete à bolonhesa há uns anos.
Almôndegas, também não.

Pronto, tchau, fiquem bem.
Vou beber um cafezinho.


"Não sou uma desgovernada consumidora de livros, como não sou uma desgovernada consumidora de filmes, nem de música, nem de coisa nenhuma... Não percebo essa coisa de ter de se ler tudo, de ter de se ver tudo, de ter de se gostar de tudo.

Eu tenho opinião. E ainda por cima sou esquisita."


"Se o cuco não encucasse
no lugar que encucou
voaria para longe
para um lugar bem distante
onde o sonho
não murchou

(ou os dias em que penso em verso... merda)"


"Ontem fui à FNAC.
Fui direitinha à secção de poesia, nem sei bem porquê.
Primeiro, nunca está lá ninguém.
Segundo, quando aparece alguém é geralmente homem, é certo, mas muito velho.
Terceiro, sinto vergonha. Aquela vergonha alheia.
Tirando aquela meia-dúzia de nomes sonantes, que hão-de sempre repousar nas prateleiras porque, mal ou bem, são nomes que a malta conhece no caso de querer oferecer um livro a alguém, os novos nomes que ali surgem escrevem como miúdos saídos dos "Morangos com Açúcar" na série espacial do ano de 2351. Qualquer coisa entre o nonsense e o moderno mas sem dizer "iá" e "bué", e juntando palavras como "gato", "electrodoméstico" e "Corneto de Morango" na mesma ideia.
São coisas que me afligem: chamar poesia a coisas sem sentido (e deixemo-nos de merdas sobre "a poesia é aquilo que quisermos que ela seja")."


"Não chores pelo que perdeste. Luta pelo que tens.

Não chores pelo que está morto. Luta pelo que nasceu em ti.

Não chores por quem te abandonou. Luta por quem está contigo.

Não chores por quem te odeia. Luta por quem te quer.

Não chores pelo teu passado. Luta pelo teu presente.

Não chores pelo teu sofrimento. Luta pela tua felicidade.


(isto não é a bíblia 'dasss...)"


"Às vezes tento perceber a razão para, neste momento, no meu local de trabalho, ter mais consideração pelos gajos que foram excomungados do que pelos abençoados.
Não era suposto, de um ponto de vista da sobrevivência, aliar-me aos profissionais bem vistos no mercado em vez de nutrir uma admiração pelos escorraçados?"


"O cheiro da sua pele lembrava-lhe o leite acabado de ordenhar. Ainda quente. Ainda doce. Macio."




11.3.15

Dias Gatos?




Eu não sou uma pessoa de gatos, que não sou, de todo.

Mas estes bichos alergias friendly e com design contemporâneo, agradam-me imenso.
Palpita-me que têm um mau feitio dos diabos e, não sei explicar porquê, parece-me uma coisa atraente na personalidade de um animal de estimação... Apesar nos cães gostar de uma personalidade maricas e dependente...

'Tá decidido: Quero um destes.


19.2.15

Houston, we have a problem...





Não é que isto seja importante mas, pessoas que me conhecem de outros carnavais, perguntaram-me se eu ainda tinha o blog porque nunca mais tinham visto actualizações no Facebook.
De facto, se tivesse olhado para o número de visualizações, tinha percebido que alguma coisa se passava.
E o que se passa, imagino, será uma alteração nas políticas de utilização do Facebook, que elimina as páginas do Feed de notícias de cada um, para obrigarem os seus autores a aderir aos inúmeros convites de divulgação e promoção da página... a pagar.

Pois eu não vou pagar para ter uma página de Facebook, muito menos do blog.

No entanto, em resposta aos que me perguntaram sobre o que se passava, sugiro que façam uma de duas coisas possíveis:

- Acedam à página do Dias Cães no Facebook e conforme assinalado na imagem ali em cima, seleccionem a opção "Receber notificações".

- Ou, na vossa barra lateral esquerda, por baixo da vossa foto de perfil, seleccionem a opção "Feed de páginas" para aparecer na vossa página apenas as actualizações de todas as páginas onde fizeram Like.


Pronto, era só isto.
Espero que estejam todos bem.
Beijos & Abraços



12.2.15

"O Ofuscante Poder da Escrita"



O Ofuscante Poder da Escrita


O sentido da literatura, no meio dos muitos que tenha ou não tenha, é que ela mantém, purificadas das ameaças da confusão, as linhas de força que configuram a equação da consciência e do acto, com suas tensões e fracturas, suas ambivalências e ambiguidades, suas rudes trajectórias de choque e fuga. O autor é o criador de um símbolo heróico: a sua própria vida. 

Mas, quando cria esse símbolo, está a elaborar um sistema sensível e sensibilizador, convicto e convincente, de sinais e apelos destinados a colocar o símbolo à altura de uma presença ainda mais viva que aquela matéria desordenada onde teve origem. O valor da escrita reside no facto de, em si mesma, tecer-se ela como símbolo, urdir ela própria a sua dignidade de símbolo. A escrita representa-se a si, e a sua razão está em que dá razão às inspirações reais que evoca. E produz uma tensão muito mais fundamental do que a realidade. É nessa tensão real criada em escrita que a realidade se faz. O ofuscante poder da escrita é que ela possui uma capacidade de persuasão e violentação de que a coisa real se encontra subtraída. O talento de saber tornar verdadeira a verdade. 

Herberto Helder, in 'Photomaton & Vox' 


13.12.14

Fim





Preciso de um.



19.7.14

24.6.14

As andorinhas voltam sempre a casa






Eu conheci a Sónia assim...

Eu falei da amizade pela Sónia assim...

A Sónia responde-me assim...

E depois querem que uma pessoa ande bem. Não dá, né?


Somos, masé uma cambada de choronas, pá! :)





19.6.14

Statement




Só hoje me apercebi que adoro, profundamente, o meu blog.




23.5.14

WHITE-NEON




Bem sei que a imagem sóbria que cultivo neste blog não se compadece com neons. Mas o que eu gosto de neons. Aliás, há um botão do prazer que dispara em mim quando vejo um neon.

Gosto tanto que tenho um só meu e hoje apetece-me mostrá-lo (e cheira-me que amanhã já me arrependi de o fazer).