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14.9.17

Está tudo bem...




...Porque o Tony vai continuar a ser:

- Um grande azeiteiro;
- Milionário, mas azeiteiro;
- O tipo que não canta ponta de um chavelho;
- O tipo de quem já ninguém espera melhor (é óptimo viver sem a pressão de ter de ser um Beethoven);
- Que usa o cabelo à Paulo Bento;
- Que usa há vinte anos o cabelo à Paulo Bento;
- Que usa tanga de lycra da Speedo;
- Que escondeu que tinha uma família "por causa das fãs" (ahahahah, tá bem, ó Tony!)
- O tipo que está numa crise de meia-idade e "adora" a ideia de ser avô (só que não);
- Que deixou a mulher quando ela estava mesmo boa;
- Que gosta tanto de música como eu de lagares de azeite;
- Aquele que fez o melhor uso da palavra do ano 2016, segundo o Dicionário Oxford*;
- A pessoa que vai continuar a deter o recorde de ajuntamento-de-mais-mulheres-bimbas-por-centímetro-quadrado-em-circuito-fechado-e-a-preços-pornográficos;
- E que vai continuar a rir-se de tudo e todos...

(... incluindo do José Cid, que é outro que também se deve estar, positivamente, pouco cagando para penteados. Estão mais unidos do que pensam, irmãos).




*Pós-verdade
Segundo a definição dos dicionários Oxford, pós-verdade ('post-truth' em inglês) é um adjetivo que faz referência a "circunstâncias em que os factos objetivos têm menos influência na formação de opinião pública do que os apelos emocionais e as opiniões pessoais".






14.10.16

"Sou tão feliz"

Sou tão feliz



Não, acalmem-se, não sou eu que "sou tão feliz", assim de um momento para o outro. Quem dera.
É o Marco Paulo.
Ontem, nas minhas Googlices e Youtubices, de vídeo em vídeo, (comecei pelo "Anita" e sugiro que vejam um menos conhecido "Cá se faz cá se paga") deparei-me com a participação do Marco Paulo no Festival da Canção em 1967. 
Ora, eu nem sabia que o Marco Paulo tinha participado num Festival da Canção (evento que eu tanto, mas tanto, prezava - vejam o tempo verbal), quanto mais em vários, e que aqui tinha apenas 22 anos e... não se façam de sonsos, não me digam que aqui não parecia o Cristiano Ronaldo.

Chaladices à parte, o que me impressionou nisto, para quem já viu o vídeo, é esta brilhante interpretação, é a classe da época e é o ponto de interrogação crescente e inevitável do: "e se?".
E se o Marco Paulo não fosse de cá, e tivesse tido alguém que o conduzisse numa carreira menos romântica e popular e o tivesse encaminhado para uma carreira mais ambiciosa, profissional, glamourosa, internacional? Algo mais classy. Não queria cair na comparação fácil com um Sinatra mas o nosso Marco Paulo bem que podia ter estado lá. Vejam-lhe bem a postura. A voz, nem vamos falar. Ainda hoje há que reconhecer que tem um dom: o de cantar.
Talvez o Marco Paulo tenha feito exactamente o percurso que queria e tenha exactamente a carreira que ambicionada mas, depois de ter visto este momento singular, fico com a sensação que as opções dos 22 anos nos deixam sempre ficar mal e, que se soubéssemos naquela idade o que sabemos aos 62, seria tudo diferente. Mas também aquele brilho nos olhos o seria com certeza, porque já saberia que o que vem a seguir não são só rosas.

No ano de 1967 quem venceu o Festival da Canção foi Eduardo Nascimento com a mítica música "O vento mudou" cujo refrão conheço desde miúda porque, ao que consta, a coisa foi polémica por questões políticas e a minha mãe, de quando em vez, em modo de gozo, cantarolava isto lá por casa. Não é bom, nem é mau, marca uma época. Ninguém sabe que é feito do Eduardo Nascimento, bom cantor, por certo, todos concordamos que não seria, e também não será culpado do Marco Paulo não ter vencido, porque o Marco Paulo ficou lá para o sexto lugar.

Um dia crio aqui a etiqueta só dedicada ao Festival da Canção porque isto tem sumo que nunca mais acaba.
No ano em que nasci ganhou das mais emblemáticas músicas de sempre e, a minha preferida, foi a de Maria Guinot que, apesar de ser um tiro ao lado neste tipo de concursos, é de uma extraordinária beleza.
Quem não se perder com a frase "troco a minha vida por um dia de ilusão..." não anda cá a fazer nada.



11.1.16

Não era suposto



Eu sei que não era suposto dizer isto ao dia de hoje...


Mas eu nunca curti muito David Bowie.






31.7.15

Ainda não me passou. Mas espero que passe.



Isto não vai ser um dia normal no Dias Cães porque se vai falar do filme da Disney Frozen.
Por isso não digam que não avisei logo no início. A partir daqui estão à vontade para ir à vossa vida fazer qualquer coisa mais interessante.

Aviso feito, vamos a isto.

Estou viciada na porcaria da música "Já passou" do filme Frozen. Assim mesmo, e na versão portuguesa. E estou viciada no vídeo. 
A culpada disto é (sem querer ser queixinhas) da minha afilhada de 4 anos e da gaita da Barbie que diz "Já passoooou" em cinco línguas diferentes quanto lhe carregamos no meio das boobs. Em francês então é delicioso. Quando a Barbie solta aquele "Delivré libéréééé´"... há coisas nas minhas entranhas que se movem para sítios melhores.
Posto isto, semeada a semente de uma Princesa Elsa loiríssima, lindíssima, num cenário de fadas e príncipes encantados num fundo azul cristalino, onde todos cantam que nem rouxinóis paridos por anjos em noites de lua cheia... eu confesso: cedi. 
Um dia, depois de estar com a miúda e de ter carregada nas boobs da Barbie uma dúzia de vezes, cheguei a casa e lá me fui agarrar ao Youtube.
Foi o princípio do fim.
Os senhores da Disney meteram droga naquilo, não meteram?
Eu cheguei - e aqui me confesso com a pouca dignidade que me resta - a só conseguir adormecer depois de ver o vídeo e ouvir a música. Incluindo um vídeo feito em 25 línguas. Uma coisa do outro mundo. É heroína, coca e haxixe tudo metido num só comprimido. 
Não me lembro de ter tido algum vício até hoje, para além do vício do açúcar, mas isto, garantidamente, está no grupo das dependências mais nocivas para a humanidade.
Para quem não viu o filme, que, entretanto, tive de ver porque não me estava a aguentar só com o videoclipe do "Já passou", devo dizer que existem ali momentos de pura macumba. Feitiçaria. Macumba, feitiçaria e drogas. Tudo metido nos nossos cérebros sem nos darmos conta. As pessoas que escreveram a história, os que desenharam e os que coseram aquilo tudo são pessoas que não querem bem ao mundo. São pessoas que vieram entorpecer os cérebros dos vossos filhos. De todos nós, aqueles idiotas que viram o filme para menores de 6 anos. De mim!

Depois de ter noção da dimensão que o Frozen tomou pelo mundo fora e na pequenada, sobretudo nas meninas, e de, eu mesma, ter sido colhida por essa seita do gelo, comecei a analisar o comportamento das meninas que amam a Princesa Elsa (sim porque a irmã Ana, a verdadeira protagonista da história, é como se fosse a sopeira aos olhos das criancinhas) e de analisar os momentos em que elas se emocionam no videoclipe, constatei que são sempre, exatamente, os mesmos momentos em que isso acontece. Inclusivamente eu, fico com as entranhas revolvidas nos mesmo momentos que as miúdas pequenas. Ora, isto não pode ser fruto do acaso. A Disney tinha de ter isto tudo muito bem estudado. Qualquer pessoa que coloque uma menina em frente do vídeo do "Já passou" há-de reparar nestes momentos fulcrais:
- O tirar da luva;
- O tirar da capa;
- O bater com o pé no chão e criar um cristal de gelo;
- O erguer do castelo de gelo com as mãos;
- (Agora o ponto alto para TODAS) O tirar a tiara e soltar o cabelo;
- O erguer ora um braço ora outro enquanto o novo vestido aparece;
- No final, o virar de cabeça poderoso.

Todas, mas todas as miúdas, mimetizam estes gestos do vídeo. Eu também. Aquela cena de erguer o castelo com as mãos e de soltar o cabelo e aparecer aquela trança tipo anaconda, sabe-se lá de onde, é de bradar aos céus.
O momento que se segue, em que a Elsa afirma segura de si "menina não vou ser!" é pura magia de MILF. Pois que em menos de nada, passa de enconada mal disposta a dona de bordel. Sem pudores, porque "menina não vai ser" ela enverga um vestido novo, passa pela clínica do Dr. Ângelo Rebelo e ganha umas mamas novas, e caminha que nem uma gata assanhada no meio do gelo, e dá-se, finalmente, o momento em que os pais suspiram e pensam: "Dassss... tava a ver que não..."

É um filme do caraças. Com uma banda sonora do caraças. Com uma mensagem do caraças (que criança nenhuma compreende). E com um grau de adição do caraças. Não via nada assim desde o Ben-Hur.


Só para finalizar, que eu nem sou critica de cinema nem nada mas...

Ó Disney, e se fossem levar no cu mais o estereótipo da gaja-boa-filha-da-mãe-com-happy-end?
Quer dizer, a Princesa Elsa passa metade do filme a ser FDP com a irmã. A irmã Ana passa o filme todo a ser uma bacana com a FDP da Princesa Elsa, e o que é que vocês fazem?
O mesmo que a Playboy.
Metem a boazona na capa porque é isso que vende.
E a inteligente e com sentido de humor vai para as páginas do fundo porque, em não mostrando o pipi, querem lá saber se ela até já leu a enciclopédia larousse toda de trás para a frente.


Agora tomem lá a letra, que, como qualquer boa mulher largada pelo marido e em crise de meia-idade diria: "Esta letra diz tanto sobre as nossas vidas".


A neve cobre a montanha esta noite,
Mas os passos são só meus.
Comigo só há solidão,
Sou rainha destes céus.
Cá dentro a tempestade que estou a sentir
Não a controlei, deixei-a sair.
Não vão entrar,
Não podem ver,
Sê a menina que tu tens de ser.
"Esconder,
Conter,
Ou saberão"
Mas foi em vão.

Já passou,
Já passou.
Não vivo mais com temor.
Já passou,
Já passou.
Fecha a porta por favor
Tanto faz o que vão dizer,
Venha a tempestade,
O frio nunca me fará estremecer.

Eu vejo que a distância
Vai tudo suavizar.
E os medos de outros tempos
Não me vão apanhar.
Ser livre assim
É mesmo bom.
Ver os limites deste dom.
Sem regras sou feliz enfim,
Sou sim!

Já passou,
Já passou.
Este é mesmo o meu lugar.
Já passou,
Já passou.
Não irei mais chorar.
Estou aqui,
E vou ficar!
Venha a tempestade!

O meu poder agita o ar que entra no chão.
A minha alma brilha em espirais até mais não.
O pensamento tudo irá cristalizar.
O que passou, passou
Pra trás não vou olhar.

Já passou,
Já passou.
Com o amanhã me vou erguer.
Já passou,
Já passou.
Menina não vou ser.
Este dia está a nascer!
Venha a tempestade!
O frio nunca me fará estremecer!



[Todo este texto e respetiva composição foi feito ao som do "Já Passou". Em repeat. Não digo quantas vezes por vergonha. A pouca que me resta.]


Dedicado à minha querida Maria Inês e à sua Barbie com mamas cantadeiras.

14.6.15

Time for T.



Ontem fui ver um concerto deste grupo, os Time for T.
E estava um frio dos diabos.
Mas o sítio onde aconteceu o concerto é lindíssimo e já o ano passado tinha falhado e achei que tinha de ir. E não dei o meu tempo nada por perdido. Comprei o CD, não comprei a T-shirt, apesar de o vocalista insistir que o algodão era de muito boa qualidade, e vim para casa com vontade de trautear uma ou duas canções mas, como sou muito má de ouvido, na verdade, não ficou cá nada registado para além do frio que trouxe agarrado aos pés. Bom, para além de me apetecer trautear uma canção, também fiquei com vontade de fumar uma ganza e de a seguir vir para casa fazer amor.
Por isso o concerto foi um bom concerto.

Mas ali na parte de trautear uma canção tive um problema. Não saber reproduzir uma canção deles não era propriamente um drama porque estava a ouvi-las pela primeira vez, mas comecei a procurar mentalmente uma música para ir a cantar a caminho de casa e, raios me partam, percebi que não sei uma música do princípio ao fim. Sei rezar um Pai Nosso ou uma Avé Maria do princípio ao fim, mas uma música não. E então se começar a pensar numa que goste mesmo, mesmo muito, ui!
Pensei naquela do Djavan, "Meu bem querer", pensei noutra meia-dúzia do Caetano Veloso, mas só me lembrava dos refrões.
Eu tenho de ir tratar disto.
Caramba, EU NÃO SEI A LETRA DE UMA MÚSICA DO PRINCÍPIO AO FIM!!!! Isto não acontece a ninguém pois não?
Ou estava muito toldada pelos Time for T. ou sou mesmo aquela nulidade musical que, enfim, também não tem sido propriamente um segredo para a humanidade.
Já denunciei aqui várias vezes o meu péssimo gosto musical, e a minha imensa dificuldade em educar-me (eu sou a pessoa que precisa ouvir o My All da Mariah Carey quando estou deprimida no trabalho), com a agravante de não conseguir fingir que gosto muito de ouvir coisas do tipo António Zambujo ou Nirvana (eu sei que são coisas diferentes, muito) só para parecer enturmada. No entanto não consigo estar sem música, talvez ninguém consiga, e estou aberta a conhecer coisas novas e mais ou menos empenhada em educar-me. O que não quer dizer, necessariamente, aberta a aceitar indiscriminadamente o que ouço. Mas isto são outros quinhentos e daqui por duas linhas estou a chamar-me burra e não vale a pena porque até acho que não sou.

Mas voltando aos Time for T. deixo-vos aqui o "Tom Tom" que foi antecedido de toda uma descrição por parte do vocalista digna de registo mas que, em vez de vos contar, vos sugiro que tentem apanhar um concerto e vão ver e ouvir por vocês mesmos. Vão gostar da experiência (miúdas, metam os olhos no rapaz vestido de sofá... o que há-de estar a tocar teclas, mas vocês vão perceber o que eu quero dizer).







10.5.15

24.3.15

Na noite escura



"Na noite escura"
de Amélia Muge


Na noite mais escura 
Não sei já quem sou eu
Pois já nada perdura 
Do tempo que foi meu
É estreita, tão estreita
a noite na distância
Já só tenho em mim
a mais obscura ânsia

já nada mais me resta
do que a dor sempre entoou
e a violência nua
da noite sem o canto

já nada mais me resta
do que a dor sem um pranto
e a violência nua
da noite sem o canto

Na noite mais escura 
Não sei já quem sou eu
Pois já nada perdura 
Do tempo que foi meu
É estreita, tão estreita
A noite na distância
Já só tenho em mim
A mais obscura ânsia

Já nada mais me resta
Do que a dor sempre entoou
E a violência nua
Da noite sem o canto

Já nada mais me resta
Do que a dor sem o pranto
E a violência nula
Da noite sem o canto


3.11.14

"Outra coisa"



"Outra coisa" do livro "Estilhaços e Cesariny"
Poema de Mário Cesariny
Voz de Adolfo Luxúria Canibal
Musica de Jorge Coelho




Depois de algumas tentativas falhadas em contribuir para uma mundialmente famosa playlist, (não tenho efectivamente uma cultura musical de que me possa orgulhar, muito menos uma que sirva os outros), foi-me dada a oportunidade de escolher, então, um poema para incluir nessa lista (foi fantástica a capacidade de contornar uma incompetência minha para me incluir de uma maneira mais digna nessa playlist. Se não és o maior, não sei quem será).

Depois de muito ler e reler, e ouvir e declamar, lá consegui resumir o resultado a dois poemas.
Um deles acabei por partilhar aqui e o outro, este poema de Cesariny, acabou por ser o escolhido para constar da melhor banda sonora da blogosfera para os dias em que nos apetece despejar a cabeça.

Foi um prazer.


8.10.14

Minha cabeça estremece




Não há como não amar tudo isto.
O poema.
A música.
A voz.
O tom.
O sentimento.
O entrelaçar das almas.
Não há como não sentir a vida.
Espreitar a morte.
Reflectir a existência.

Conseguirá alguém não se render?
Conseguirá alguém apenas ouvir as palavras sem fechar os olhos e se entregar a esta viagem?


[Caí dentro de mim e senti um tremor que há muito não sentia.
Estremeci.]



21.8.14

Letargia



le·tar·gi·a 
substantivo feminino

1. Sono profundo em que a circulação e a respiração parecem estar suspensas.
2. [Figurado]  Apatiaindolência extrema.



Como podes deixar-te entregue a esse corpo que não vive?
Que não se ressuscita.
Como podes viver de olhos no chão entregue ao nada?
Como te suportas ao fim de um dia, dos longos dias, a viver só dentro de ti?
Consegues respirar?
Queres respirar?
Porque não te entregas de braços abertos ao mundo?
Porque não experimentas o amor?
Porque te condenas a não viver?
Gostas do silêncio.
Gostas da escuridão.
Gostas da solidão.
Gostas só de ti.
Porquê?
Porquê?
Porquê?
Porquê?
Não vês que a vida está aí?
Nessas coisas que matas com o olhar.
Nos livros que não queres ler.
Na música que não queres ouvir.
No ritmo que não queres dançar.
Nas notas que não queres entoar.
No toque que não queres tocar.
No beijo que não queres dar.
No ar que não queres respirar.
Que compaixão é essa que tens por ti?
Que desapego é esse que cultivas?
Que complacência é essa que alimentas na tua casa?
Tens orgulho em ti?
Nessa inércia?
Nessa vida que não tens?
Como podes deixar-te entregue a esse corpo que não vive?
Que não se ressuscita.
Não vês que mesmo que morras, ninguém quererá saber de ti?
Ou pensas que alguém te virá salvar?
Que alguém perguntará se já acordaste hoje?
Que alguém te virá ler ao ouvido, cantar-te uma música, e beijar-te os lábios?
Que alguém te vai dar a conhecer o mundo, a correr estradas, a cair num poço de ar?
Achas mesmo que alguém te vai despertar?
Achas mesmo que alguém te irá resgatar ?

Que sono profundo é esse onde cegaste e de onde já não mais queres acordar?



7.8.14

Duas versões. A mesma história.





Não será sempre assim?




23.6.14

Dos três aos trinta e três



"Still Loving You" é uma canção da banda alemã de hard rock e heavy metal Scorpions. Foi escrita por Rudolf Schenker com Klaus Meine, para seu nono álbum de estúdio, Love at First Sting, lançado em 1984. Em julho do mesmo ano, foi lançado como o segundo single do álbum. Sua letra tem sido vista como uma metáfora da divisão daAlemanha Oriental e Alemanha Ocidental , mas o significado real é sobre a história de um amor desesperado. Em uma entrevista com a Songfacts, Rudolf Schenker explicou: "É uma história sobre um caso de amor, onde reconhecem que pode ter acabado, mas irão tentar de novo".
O videoclipe foi lançado em julho de 1984, e foi filmado em Dallas, Texas no Reunion Arena.
É considerada uma das baladas clássicas do grupo alemão, além de ser ícone do estilo power ballad. Ingressou no Top 10 em alguns países europeus, incluindo na França, onde obteve em poucos meses, o certificado de platina ao superar um milhão de cópias vendidas. Até o momento, apenas na França, o single já vendeu mais de 1,7 milhões cópias.
Em 1992, foi lançada em uma versão remasterizada em uma compilação homónima, que em alguns países foi lançado como um single.

in Wikipédia


Pelos vistos estávamos apenas em 1984.
Lembro-me tão bem de ver semanas a fio esta música no primeiro lugar do Top + e de ter uma opinião tão formada sobre esta música, que ia jurar que tinha nessa altura treze anos e não três.
Eu tinha apenas três anos quando esta música passava vezes sem conta e eu recordo-me de tantos momentos dessa época.

Mas desengane-se quem pensa que eu tenho boas memórias sobre esta música. Porque eu odiava esta música.
Pior: tinha medo.
Medo da negritude da música (mesmo sem saber ler nem escrever, quanto mais perceber inglês), e do homem do videoclip.
Naquela altura a música parecia-me ter uma hora e meia... De tanto que a odiava. Mas ela lá continuava, semana após semana, como um sucesso de vendas, sempre em primeiro lugar.
Graças a Deus, ao fim de umas semanas já nem davam o videoclip inteiro.

Hoje, evoco esta música muitas vezes.

Aquele lado nostálgico, mais que assustador, leva-me a sítios dentro de mim a que, nalguns dias, é bom voltar. Não pela felicidade. Mas pela realidade. Porque, por vezes, preciso de me encontrar com aquela criança que já tinha sentimentos de adulto, para saber como reagir agora. Porque aquela criança velha que fui soube resolver problemas que hoje me fazem ser muito mais ligeira na maneira de encarar a vida. Não há nenhuma metáfora por trás disto, nem um moral, nem uma conclusão muito elaborada sobre a relação entre odiar e gostar desta música aos três e aos trinta e três anos. É apenas uma memória que guardo que não quero largar.  

E, voltando trinta anos atrás, à criança que se sentava no chão da sala, com a televisão de imagem a preto e branco, a ver o Top +, chego à conclusão que aquela miúda de três anos só podia mesmo ser uma fixe.





3.6.14

Maria Rita






Sabes, Maria Rita, por vezes temos de ser mais fortes que os outros, mesmo quando estamos na situação mais difícil.
Temos de dar aquele sorriso na hora certa, fazer aquele aceno de cabeça como quem consente, levantar o polegar para dizer que está tudo bem. E não é por nós, Maria Rita, nunca é por nós. É pelos outros que estão lá fora, do lado de lá do vidro: Os adultos.
Sabes, os adultos são pessoas que sabem o que é sofrer, que conhecem todas as dores - as do corpo e as da alma - porque já cá andam há muitos anos, já caminharam muitas estradas, já ouviram muitas histórias e por isso já não sonham, só vivem com a realidade. E a realidade que inventam é sempre tudo menos sonhadora. E nós sabemos que sonhar é bom. 
Por isso, Maria Rita, quando vires um adulto sem esperança, derrubado pela realidade da vida, e com os braços estendidos de cansaço, dá aquele sinal de que eles precisam. Um piscar de olho, um esgar com o canto da boca, um bocejo, que seja, mas alimenta-lhes a fé. E lembra-te que não é por nós, nunca é por nós. Mas esses adultos precisam de voltar à estrada sem curvas e às histórias sem fantasmas. Precisam de voltar a acreditar que em cada ser que nasce há esperança. Que há continuidade, descendência, e que essa continuidade e descendência é que os virá salvar de uma vida cheia de obstáculos. 
Sabes, Maria Rita, desde o início que a vida contigo se desenhou melhor e por isso esperam tudo de ti. Esperam que dês o tal sorriso que os irá resgatar, que lhes dê as forças que eles já não têm. Mas tu sabes bem que a tens. Nesse coração pequenino, do tamanho de um polegar, há mais vida que numa dúzia de corações de gigantes.

Então põe-no a pulsar.



Música: Menina da Lua
Cantora: Maria Rita

Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem-amada
Princesa, olhos d'água
Menina da lua

Quero-te ver clara
Clareando a noite intensa deste amor
O céu é teu sorriso
No branco do teu rosto
A irradiar ternura

Quero que desprendas
De qualquer temor que sintas
Tens o teu escudo
O teu tear
Tens na mão, querida
A semente
De uma flor que inspira um beijo ardente
Um convite para amar

Leve na lembrança
A singela melodia que eu fiz
Pra ti, ó bem-amada
Princesa, olhos d'água
Menina linda




2.5.14

Quão tolos somos?



Get in my boat 
We'll sail away
I've always been scared
Scared of the sea
Give you some string
You find your way home
And i will be waiting when you return

I can't steal his heart
I can steal back mine
I can steal back mine
I can steal back mine
I can't steal his heart
But I can steal back mine

Stand in the shore
Arm is outstretched
The stars in the heavens
Are doing their best
He calls my name
And I meet his eyes
Now I have lived
Might as well die

I'm saying things are
I'm saying things are
I'm saying things are
Going to change
Saying things are
Singing things are
Singing things are
Going to change 

I can't steal his heart
I can steal back mine
I can steal back mine
I can steal back mine
I can't steal his heart
But I can steal back mine

Takes off my crown
Throws it to the sky
And we are in emblazed
As bright lights will thrive
Oh we will thrive

I can't steal his heart
I can steal back mine
I can steal back mine
I can steal back mine
I can't steal his heart
But I can steal back mine
Steal back mine