quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Minha cabeça estremece




Não há como não amar tudo isto.
O poema.
A música.
A voz.
O tom.
O sentimento.
O entrelaçar das almas.
Não há como não sentir a vida.
Espreitar a morte.
Reflectir a existência.

Conseguirá alguém não se render?
Conseguirá alguém apenas ouvir as palavras sem fechar os olhos e se entregar a esta viagem?


[Caí dentro de mim e senti um tremor que há muito não sentia.
Estremeci.]



4 comentários:

  1. Conheci este registo, o cd ENTRE NÓS E AS PALAVRAS, há muitos anos. Comprei-o, que o amava já antes disso. Amei-o para sempre. E também nunca soube como explicar este resultado da fusão entre as palavras e a voz, a música e os poemas, sim, é um acesso como raros à alma, às profundezas tão inabitadas quanto virgens.
    E quando amo alguém ofereço-me sob a forma deste presente - ofereço este cd, e depois fico a pensar que não precisarei dizer mais nada, fazer mais nada para entregar-me, está tudo aqui.
    Muito do que outrora foi capaz de comover-me já hoje o não é, esta é uma das poucas excepções... Sim, ao escutá-lo sinto avolumar-se no peito uma onda que quer rebentar, as lágrimas a assomar aos olhos, qualquer coisa muito precisa e infinita. Mas nunca conheci ninguém em quem pressentisse que isto que me assola tem par. Hoje, ao ler o que escreveu, soube que não serei a única a estremecer perante este mistério, aliás, como seria possível? Obrigada.

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    1. Eu é que tenho de agradecer a partilha e a dedicação constantes no seu comentário.
      As suas palavras fizeram-me lembrar uma pessoa de quem sinto saudades.

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