quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Nunca é tarde... o tanas!






Na minha vida as coisas têm acontecido tardiamente:

- Comecei a trabalhar aos 23 anos.
- Tirei a carta aos 24.
- Decidi aprender piano aos 25.
- Entrei pela primeira vez num ginásio aos 26.
- Assinei o meu primeiro contrato de trabalho aos 27.
- Comprei casa aos 28.
- Entrei para um coro aos 29.
- Voltei à universidade aos 30.
- Arranjei namorado aos 31.
- Aprendi a jogar ténis aos 32.
- E agora?
  Agora, não me lembrei de nada melhor que ir aprender ballet aos 33.
- Sabe Deus o que me irá apetecer fazer aos 34...


Acho que quem inventou a frase "nunca é tarde para concretizarmos os nossos sonhos" nunca imaginou o quão mal eu poderia ficar, nesta altura da vida, enfiada num maillot (pareço o Gerard Depardieu metido num fato-de-banho XS). 


[Encontrei a resposta para o destino me ter empurrado para o interior desertificado deste país: para ninguém me ver nestes preparos.]




6 comentários:

  1. Pelos vistos aos 33 atingiste o auge na autoconfiança, quiça ao 34 anos comeces a treinar para a meia-maratona, e sim é bom viver mos no interior, aqui não há preparos que nos valham :D

    Bj

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    1. Não sei se ir para o ballet aos 33 é sinónimo de autoconfiança, aliás, se houve sentimento que tive desde o início foi o da insegurança: insegurança com a idade, com o corpo, com a vocação...
      Quanto a treinar para uma meia-maratona... só quando deixar de ser moda correr. Quando eu corria e ninguém o fazia, tinha um gozo tremendo naquilo, quando passou a ser moda, recolhi-me em casa. Não sou de carneiradas.
      Para os 34 tenho planos maiores... muito maiores ;)

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  2. há ditados populares, que, de tanta sabedoria, às vezes nos baralham e nos colocam em situações apertadas (isso do maillot, por exemplo...) mas é de força, abordar assim de frente tanta disparidade.

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