terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Novidades! Ou não...



Acho que devo uma explicação, ou pelo menos dizer um olá, às cinco pessoas que todos os dias insistem em vir aqui.
Antes de mais, e em primeiro lugar, obrigada.
Em segundo lugar, preciso de explicar como se processa o fenómeno "ano novo" comigo para perceberem por onde tenho andado e a razão desta ausência.
Quando um ano começa, eu sou daquelas pessoas que pensa "desta é que é" e "agora é que é a sério". E esta moralização faz com que eu arranque cada ano com uma força de vontade imensa em mudar o mundo, e de me mudar a mim.
Este ano não foi excepção, mas logo em Dezembro percebi que não valia a pena ter as expectativas muito lá em cima e que desta vez era melhor ser mais razoável comigo e com os objectivos que me coloco.
E é em parte nesses objectivos, tangíveis e modestos, que tenho usado o meu tempo, em vez de vir para aqui maçar-vos.
Também sei que lá para Fevereiro, tanta vontade de mudança já se esgotou e volto ao que era, e cá estarei a falar da vida e da morte com uma fotografia a preto e branco a acompanhar. 
Mas, não me esquecendo do que aqui vim fazer, venho justificar a minha falta de pachorra para escrever. Comecemos, então.
No Natal recebi oito livros. Para não fazer o mesmo dos anos anteriores - que é não ler nada do que me ofereceram - empenhei-me nesta tarefa de todos os dias ler o maior número de páginas que me for aprazível, e não me tem corrido nada mal. Já li dois livros e hoje vou começar o terceiro. Senti que precisava de voltar às leituras e de ganhar balanço para voltar a escrever. Estou muito satisfeita com esta resolução de ano novo, e de usar umas horas do meu dia nisso.
Entretanto também tenho ido ao ballet e tenho lido mais sobre ballet e estudado uns vídeos. Isto de se aprender uma coisa completamente nova e fora da nossa zona de conforto devia ser obrigatória. Periodicamente deveríamos ser obrigados a fazer algo fora das expectativas. Estou a encontrar sentimentos que não conhecia. Nunca fez tanto sentido associar o cor-de-rosa ao ballet, porque, de facto, sinto-me cor-de-rosa por dentro (nem queiram ver), pela actividade propriamente dita e pelas pessoas que nela encontrei.
Também tracei um objectivo importantíssimo para a minha saúde física, mental e emocional. Talvez o mais importante dos últimos anos: dormir. Impreterivelmente, às 22:00 estou na cama. A ler, a escrever, a ver tretas na net, mas o corpo já está na cama e antes das 24:00 estou a dormir. Para ajudar passei a tomar sempre um duche quente mesmo antes de ir para a cama e adoptei a botija de água quente como a minha nova melhor amiga.
Este também é o ano em que vou emagrecer de maneira mais tranquila e definitiva. Sem a pressão de outros tempos mas com a maturidade que há muito necessitava ter para lidar com este assunto. Precisava de perder um determinado número - que não vou revelar - mas, vou ser razoável, e ficar-me por metade desse número para que a desmotivação não leve a melhor. Vou ser capaz, e vai ser para sempre. Prometo. Mas também para isso preciso de tempo e de viver com menos ansiedade e, às vezes, creio que o blog me alimentava essa ansiedade.
Talvez a mais importante das resoluções deste ano seja: não me maçar. Já tenho idade para não me deixar levar pelos impulsos e reagir a quente. Se coisa houve que 2014 me ensinou para este ano foi a ter travão. Se os desastres estão prestes a acontecer, estão todos a ver, mas ninguém faz nada, então também não serei eu a fazê-lo. E não é por filha da putice, é porque em 90% das situações não tenho mesmo nada a ver com o assunto e não me devo envolver. Ando sempre a tomar as dores dos outros, a pensar que vou mudar as cabeças das pessoas, a fazer vinte e cincos de Abril... para quê? Nada. Só para me maçar. Por isso vou-me manter na minha, calada, sossegada, de uma maneira tranquila e honesta. Não me vou tornar na pessoa que não gosto de ver nos outros. Não vou falar da vida alheia e irei ser muito mais comedida a falar da minha. E não digo isto de maneira áspera. É mesmo sentido e nascido de uma profunda necessidade de mudança. Eu preciso ser diferente com os outros para receber dos outros um tratamento diferente. Eu acredito no Karma e acho - sei - que o que dou recebo em troca. E este ano não recebi lá grande coisa o que deve querer dizer alguma coisa sobre mim.
Finalmente, ando a empatar algum do meu tempo noutro blog. Não em blogs alheios (deixei, simplesmente, de abrir outros blogs) mas na construção de um novo blog. Nada de imagens a preto e branco, nada de nostalgias, nada de romance, nada de sofrimento. Precisava de um refresh e descobri uma maneira bem mais divertida de o fazer, mesmo que a via continue a ser um blog.
E acho que era mesmo só isto que tinha para actualizar, para vos dizer a vocês, minha meia-dúzia de fiéis leitores.
Quando estiver em condições voltarei - normalmente quando deixo os capítulos a meio volto logo no dia seguinte - espero, com coisas bem mais interessantes para vos dizer.



8 comentários:

  1. Fico aqui, à espera de te ler.

    Bom ano, DC! Que atinjas tudo aquilo a que te propuseste! :)

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  2. E no interregno entre este meio-capítulo e o próximo, venho aqui dizer-te que te desejo um 2015 de sucesso. Sucesso na perda de peso e nas mudanças que já começaste a operar em ti. Sucesso.
    Gostei muito deste post, foi um prazer lê-lo. É honesto, é puro.

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  3. 'Senti que precisava de voltar às leituras e de ganhar balanço para voltar a escrever'....
    Basta-me isto e saber que vais confiante para mais um recomeço.
    Obrigada pelo teu post.
    A Uva Passa vai passando.

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  4. Eu espero para ti o que pensei para mim para este 2015: que te dê o que precisas, não o que queres. As vezes o que queremos não é o que precisamos, por isso não desejei nada na passagem do ano, não fiz listas nem coisa nenhuma. Fechei os olhos e entreguei-me ao que vier. Tudo de bom para ti. :)

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  5. Pelo menos tens um plano...isso já é óptimo!
    Eu também tenho uma botija que adoptei como amiga, chama-se Clotilde! eheh

    Cá estarei também para te ler... :)

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  6. Pensei que se tivesse perdido pelo RJUE ;)

    Nós continuamos cá :)

    Mafalda

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  7. ainda não faço parte da tal meia dúzia que vem sempre, mas espero vir a fazer! quanto a resoluções, eu apoio sempre quem as toma!

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  8. Afinal, já são sete, comigo oito...não, não venho só fazer número, quando venho é para ler com atenção, por isso, às vezes, passo cá e arrepio caminho, nos dias em que aqui está estendido um lençol de texto, para depois voltar com o tempo que a sua escrita merece. Voltarei sempre, portanto, mas já lhe tinha dito. Pois que este seja um ano de resoluções, concretizações e inspirações.

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