segunda-feira, 14 de maio de 2012

Bloggers e Stalkers


(Já sabem que quando começo a dividir as coisas em partes... é porque isto se vai alongar...
Quem não quiser ler tudo, tem o resumo no fim do texto.  Quem é amiga, quem é?)

Parte I
Os bloggers
Para quem não sabe, "blogger" é a designação usada para identificar uma pessoa que tem um blog. Um blogger é, não raras vezes, uma daquelas pessoas muito comuns e que tem uma vida muito normal, tão normal que cumpre com o pagamento dos impostos e atura jantares de Natal em família, como qualquer outra pessoa muito normal. São pessoas que também têm mau hálito quando acordam, que dão uns traques quando não está ninguém por perto e, de vez em quando, até atiram um papel de pastilha elástica para o chão, olhando primeiro para os lados, só para sentirem que não são tão civilizados como toda a gente anda a fingir que é.
Um blogger é uma pessoa cheia de coisinhas podres e más e de coisinhas boas e comuns... como todas as pessoas muito normais, creio. Porque ser blogger não define ninguém. Ser blogger não adjectiva coisa nenhuma. Ser blogger é o quê? Ah, pois! Ser blogger não é nada.
E quem é que pode ser blogger? Todos. Toda a gente pode ser blogger. Qualquer um mesmo. Não precisam ser bonitos, nem bem sucedidos, de retórica irrepreensível, ou de look impecável. Ser socialmente integrado, ter formação académica superior, ou ser de famílias bem estruturadas. Não tem de ser rico, nem bem intencionado, nem ser a pessoa mais inteligente e/ou esperta do mundo.
Blogger pode ser qualquer um, porque para ser blogger basta estar vivo e ser-se uma pessoa.

Parte II
Os stalkers
Para quem não sabe, "stalker" é a designação usada para identificar uma pessoa que persegue outra. Eu chamar-lhe-ia outra coisa - e não me estou a referir à palavra simpática "doente" porque eu respeito quem é doente - como por exemplo, maluco, tarado, psicopata...
E pronto... Não sei se me apetece falar mais sobre estas pessoas.

Parte III
A relação entre bloggers e stalkers
Não posso falar pelos outros por isso falo apenas por mim. A minha relação com os leitores do blog é saudável. Escrevem na caixa de comentários, enviam-me mails, de vez em quando até me enviam presentes, e com alguns até converso por chat. Noutro nível, até sou "amiga" de alguns na minha página pessoal do Facebook e, sorte das sortes, por vezes sinto-me confiante para conhecer algumas dessas pessoas. Tudo dentro de um clima de normalidade e de como é suposto as pessoas muito normais conhecerem-se. Nunca tive muito a mania do anonimato. Sou uma pessoa tão acessível como qualquer outra. Não preciso é de me expor. Não preciso porque isso não trás nenhuma vantagem a mim ou ao blog, nem a vocês, leitores. Eu sou uma coisa, o blog é outra. Mas percebia quem tentava a todo o custo "esconder-se"... agora começo a perceber.
A curiosidade sobre a pessoa que escreve deste lado é, acreditem, a mesma que tenho sobre todos os outros que me lêem desse lado. Questiono-me muitas vezes como serão todos vocês. Tal como questiono como serão outros bloggers que leio regularmente. Faz parte do mistério, da imaginação e de tentar deslindar o desconhecido. Até aqui tudo normal. Tudo muito normal. Faz parte e quem não gosta de se ver nestas situações é preferível não ter blog ou ter um com acesso restrito.
Eu exponho-me na medida daquilo que quero expor. Não exponho aquilo que a imaginação das outras pessoas quer que seja a verdade. Se um dia falo de morte não quer dizer que tenha matado. Se um dia falo de amor não quer dizer que me tenha apaixonado. A literalidade, no meu caso, não tem enquadramento no que escrevo. 
Nunca comecei a escrever a pensar que isto (o blog) iria a algum lado ou que alguém o iria ler, mas na realidade, vai-se a ver, e até na Russia tenho leitores (aproveitava para pedir que se acusassem porque morro de curiosidade por saber quem me lê a partir daí... são o quarto país que mais lê o "Dias Cães"... prometo que não sou nenhuma stalker... é só curiosidade).
Continuando... Gosto de ter um blog e que interajam através dele. Gosto mesmo. Gosto que gostem de mim e de me ler. Gostei de conhecer pessoas através do blog. Gostei de conhecer outros bloggers por termos interesses em comum. Mas o que gosto mesmo, mesmo e o que me move a continuar aqui é a escrita. O resto é abstracto. Por mais que pense em quem me lê, sei que é tudo muito abstracto. Não há rostos, nem nomes, nem profissões. Era suposto eu representar o mesmo. Uma figura abstracta que escreve. Só não gosto... que me levem tanto a sério. A sério... tenho muito pouco de sério. Tá-se?

Parte IV
A relação entre stalkers e bloggers
Eu não desconhecia o risco e já me tinham alertado para ele, sobretudo desde que os textos ditos "eróticos" começaram. Eu, ingénua, achei que todos sabíamos destrinçar a realidade da ficção e que todos iriam perceber que são histórias. Mas infelizmente não percebemos todos o mesmo...
Isto não é novidade nenhuma. O desconhecido atrai mais a nossa atenção do que aquilo que está escancarado, mas não percebo quem perde tempo e forças a querer empurrar uma porta que nunca se há-de abrir. A arrombar. A invadir um território que não lhe pertence.
O problema nunca hão-de ser as pessoas que todos os dias vêm dizer um "olá" ao blog e à caixa de comentários. Nem os que mandam presentes. Muito menos aqueles que convidam para beber um chá e falar de livros. O problema está naqueles que não se conhecem os movimentos. Aqueles que não comentam, nem querem ler os textos divertidos ou sobre o significado das coisas. O problema está em quem delira com a pessoa que escreve deste lado e se começa a distanciar do blog e a aproximar da personagem. Está nas pessoas que, entretanto, pensam que me conhecem, inventam intimidades e chegam a dizer eu sou a mulher com que sempre sonharam. O problema está quando o seu discurso começa a dizer "nós" em vez de "eu" porque crêem que ambos desejamos o mesmo. O problema está quando nos começam a moldar a imagem à semelhança dos seus desejos e, entretanto passamos de "Odetes Santos" a "Salmas Hayek". Quando nos dão atributos que não temos e não têm qualquer encaixe ou sentido nuns simples textos largados num blog.
Começa o romance nas suas mentes, de que se apaixonaram pela pessoa pelo que ela é e não pela imagem que tem. Acham isso fabuloso e, por tão bela sensibilidade, acreditam que encontraram o verdadeiro amor... mesmo sem nunca lhe terem visto o rosto, ou ouvido a voz...
Isto não me é exclusivo. Outros bloggers há que se queixam do mesmo. Sobretudo os homens. Parece que as mulheres têm queda especial para perseguir os homens que admiram, apenas pelo que escrevem. Eu até as percebo porque às vezes também me apetecia fazer uma espera a uns quantos e atacá-los no meio da rua (estou a brincar, não se apoquentem, estava apenas a tentar desbloquear o tom sério). 

Parte V
O início
Já fui vítima de perseguição por alguém que me conhecia fisicamente mas que eu nunca cheguei a saber quem era. Ele sabia por onde eu andava e a que horas. Como me vestia, movia, respirava. Se nesse dia estava bem-disposta ou com vontade de morrer. Arranjou o meu número de telemóvel e ligava às horas que entendia. No início achei que era brincadeira de algum amigo, depois percebi que era a sério e altamente paranóico. Começou a ligar a outras pessoas que eu conhecia e dizia que éramos namorados. Deixei de sair de casa sozinha e tinha medo das pessoas. Podia ser qualquer uma. Deixei de atender telefonemas de números anónimos ou desconhecidos. Passaram oito anos e ainda hoje mantenho essa regra. Ainda reside a sensação de que essa pessoa (ou até outra qualquer) me espreita e mantém uma obsessão por mim. Honestamente foi das piores sensações que experienciei. Aquela pessoa, de repente, parecia partilhar a minha vida sem que eu a quisesse nela. Se gostasse assim tanto de mim, não me teria feito passar por uma situação tão insuportável. Quem gosta dá espaço. Contempla de longe mas não se impõem.

RESUMO EUROPA-AMÉRICA (caso existisse para esta história toda...)
Parte I - Um blogger é uma pessoa comum. Um blog não atribui características à pessoa que o escreve. Em princípio, por ser uma pessoa muito normal, tem uma vida além do blog, logo, não passa a via agarrado a ele.
Parte II - Um Stalker é uma pessoa que persegue outra pessoa. Pensa que a conhece e que partilham intimidade. Não é o leitor comum, é um indivíduo com paranóia (e com falta de coisas melhores para fazer).
Parte III - Os bloggers também têm curiosidade sobre quem lê as suas coisas. também imaginamos quem está desse lado. Mas lamento, não nos apaixonamos pelo desconhecido, pelo abstracto. Pelo menos, eu não!
Parte IV - Os stalkers acreditam que estão apaixonados pelos bloggers e que são correspondidos. Deixam de se interessar pelo blog e tornam objecto de obsessão a pessoa por trás dele, mesmo sem nunca lhe conhecerem a figura. Não me importava que pensassem que sou a Salma Hayek mas estou mais perto da Odete Santos. Mais uma vez, lamento desiludir-vos.
Parte V - Já fui a vítima. Não quero voltar a ser. Pensem quão horrível seria a Odete Santos ser perseguida pelo Zézé Camarinha. Pois é... ninguém merece.



42 comentários:

  1. Acontece a todos. Acho que os bloggers masculinos sofrem mais disso apenas porque há mais leitoras femininas e isso aumenta a probabilidade estatística de calhar uma desequilibrada.

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    1. Ahhhhh... foste muito rápido a responder. Aposto que leste o resumo :)
      Isso é verdade, mas menos perigoso, acho eu. As mulheres ainda têm menos capacidade de acção do que os homens e mesmo que a tenham não conseguem impor-se fisicamente como um homem, eventualmente, conseguirá.
      É ter fé e rezar para que o tipo seja coxo e cego :))))

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    2. Almas que vagueam..não vivem..enfim..

      Vive TE linda..e se possivél ultrapassa ;)

      Beijoka

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    3. Não levo a sério quem não merece, mas convém estar atenta :)

      Beijo

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  2. Isto da net, da www, é uma verdadeira teia de aranha para que cai ou é empurrado para ela... Depois vem a aranha e zás! Telefona, chateia, persegue, manda mails, fala com os amigo(a)s, incomoda e causa um transtorno chato.

    Imagino a sua inquietação e o seu sofrimento e sem chances de resolver a situação... Um bom par de estalos e um forte pontapé num sítio que eu cá sei e acabava-se a perseguição, pelo menos durante os dias em que estivesse internado a arranjar os legumes.

    O seu texto deixa motivos fortes para uma séria reflexão...
    Que fazer? Deixar andar? Chamar a polícia?

    Eu vou acompanhá-la sempre, ou eternamente, como o amor, enquanto durar!

    Beijos

    Raul

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    1. Essa de "arranjar os legumes" arrancou-me uma gargalhada.
      Do episódio de há 8 anos, resultou uma queixa na polícia... não hesitarei em fazê-lo novamente se for o caso.
      Mas como tenho uma vida que já me dá que fazer, o melhor mesmo é deixar andar.
      Creio que até o maior dos atletas um dia se cansa.

      Beijos

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  3. Li o resumo e por alto o resto do texto (se não não tinha lido a parte de falares sobre os bloggers masculinos parecerem sofrer mais disso).
    Quanto à parte das mulheres terem menos capacidade de acção e serem menos perigosas estás bastante enganada. Sei que provavelmente te estás a referir a risco de violação, e embora seja verdade de no caso dos homens ser menos mas não nulo, não é só isso que arruína a vida de uma pessoa.

    Digo isto sem querer menosprezar a tua experiência pessoal. Lamento que tenhas tido de passar por tanto medo e ansiedade.

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  4. É verdade... as mulheres quando querem são do pior que há :)

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  5. E agora só para animar a coisa e ficar toda a gente a pensar que sou eu o stalker, quando vens para as minhas bandas? A minha máquina anda muito parada, a ver se agora concretizamos a coisa miúda gira!
    ;)

    ( o T têm razão, conheço dois rapazes que já tiveram este problema e depois para se livrarem...)

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    1. Olá querida SS... O que eu já me ri: venham stalkers como tu!!!
      Volto aí no fim do mês mas aviso uns dias antes (aviso e mentalizo-me, porque achei que já te tinha passado a vontade :))
      Beijinhos

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    2. Achas? A vontade de te fotografar não passou... eu é que só agora começo a estar mais, digamos, sociável e capaz para ter uma conversa decente com outra pessoa!
      Continuo a achar a estufa fria/quente o local ideal para nós.

      bjs e depois avisa
      (prometo desta vez não falhar)

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    3. Depois dizemos aqui, o dia e a hora do encontro, e pode ser que tenhamos companhia :))))
      Ok, depois digo-te qualquer coisa.
      Beijinhos ;)

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    4. hahahaha, havia de ser lindo!
      Já estou a imaginar todas as tuas fotos com um 'stalker desfocado' atrás...

      bjs

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  6. Mas a Noites Caninas é Arquitecta ou Socióloga? ))
    É que o texto é um verdadeiro tratado de Sociologia...))

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    1. Perguntas de retórica para quem tão bem sabe o que faço :)
      Mas talvez seja um pouco das duas...
      Behjo

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  7. Eu também sigo o teu blog, vejo todos os posts, com alguns identifico-me com outros não.
    Este, em concreto, poderia ter sido escrito por mim.
    Já tive um menino que forçou (bastante) uma reacção minha através do blog, a ponto de o Manuel intervir e com isso gerar situações muito chatas.
    E outro na vida «real», à cerca de 9 anos, foi horrível tal e qual como aqui foi descrito, no meu caso a polícia interviu várias vezes, chegou a bater no meu chefe, o meu marido deu-lhe um «enxerto de porrada» (depois de me ter riscado o carro todo) e depois a coisa parou, mas nunca me esqueço.
    Lamento ter partilhado esta história feia, mas é uma realidade a que todos estamos sujeitos.

    Um beijo sexy,
    Ana

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    1. Conheço umas quantas histórias idênticas, por isso achei que se impunha falar sobre o assunto.
      (E com sorte o taradinho lê e percebe que é para ele... ou não... que esta gente anda cega).

      Beijos ;)

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  8. Bom dia Dias Cães. Belo texto!

    Desculpe rir-me mas a imagem da Odete Santos a ser perseguida pelo Zézé Camarinha é uma cena muito má! ahah :))

    Quanto ao resto, fez bem em colocar este post: eventuais stalkers ficam avisados.

    Só foi triste saber que é parecida com a Odete Santos... eu imaginava uma princesa de 21 anos e longos cabelos... PUF! Lá se foi a fantasia! :P

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  9. não me dá mais gozo do que tornar-me stalker dos que me perseguem... dá trabalho, mas vale a pena. fazê-los sentir um pouco do seu próprio veneno. FdP...

    Bj

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    1. E achas que percebem?
      É que eu tenho a certeza que não.
      Só acham que se lhes está a dar mais atenção.
      Pelo sim, pelo não... prefiro ir ignorando (e deixar-lhe este recadinho).

      Bjs

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  10. Felizmente é algo porque nunca passei, nem numa nem noutra qualidade.

    É um tema interessante e muito sério, que por norma traz psico-patologia associada. Obviamente que devemos procurar relativizar esta questão, de outra forma nem valeria a pena abrir um espaço na blogosfera, ou numa qualquer rede social.

    Essencialmente o que dá força a esta gente, é que de uma forma ou outra, começam a ter poder sobre os visados, e sentem-se valorizados quando estes lhes dão importância reagindo às suas investidas. Mesmo que seja a maltratá-los. O simples facto de terem resposta sentem-no como uma demonstração afectiva.

    Não querendo alongar-me muito, quero apenas dizer que não devemos viver atormentados com a possibilidade de um dia passarmos a ser vitima de algum stalker. No entanto, devemos estar sempre alerta a alguns sinais, não só aqui mas também no nosso quotidiano. O Homem é um animal de hábitos e rotinas que simplifica muito o trabalho a esta rapaziada.

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    1. Olha só que bem observado.
      E tens razão: com esta gente, é-se preso por ter cão e por não ter.
      Se respondes é porque estás interessado, se não dizes nada é porque só estás a querer excitar mais... um pavor!
      Quanto a viver atormentado... nada como contar a toda a gente que se conhece, o que se está a passar, dizendo tudo o que se sabe sobre essa pessoa!

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  11. viva!
    um belo texto, potencial base para um ensaio de psicologia.
    o problema é complexo, especialmente em Portugal onde não há legislação adequada para punir devidamente os praticantes desta arte de demente.
    a incapacidade de diferenciar a realidade da ficção é um género de demência muito comum e verifica-se em variados sectores (profissional, p.e.) com preponderância para a net, onde a coberto do anonimato, como convém a ess@s cobardes, desenvolvem essa actividade em ciclos perfeitamente alucinantes.
    resta ter muita coragem e cautela.
    belo texto, como de costume.
    um abraço
    Armando Mendonça

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  12. Sou uma mulher adulta e esclarecida, mas imagino o que não se passa nos meandros da net com menores, ou pessoas enfraquecidas, sedentas de atenção!?!?
    A legislação impunha-se, de facto mas, mais que isso, é preciso agir. Estar atento. E desconfiar sempre de desconhecidos com as melhores intenções do mundo.

    Obrigada mais uma vez!

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  13. Essas coisas acontecem. Mas espero que tudo se resolva.

    Adorei o texto, como sempre, incisivo e actual.

    Sou preguiçosa para comentar e tb para os inquéritos.Então pode juntar-me às estatísticas de quem lê os dias cães, no grupo feminino, 58 anos... :)

    Bj

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    1. Olá Maria,
      Sei que me acompanha, independentemente de comentar :)
      Obrigada por continuar desse lado.
      Bjs

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  14. Olá!! Sou uma blogger tua, bem sabes, confesso ter curiosidades, mas nada que não consiga satisfazer pensando que és uma pessoa como eu, com um único senão.Gosto de acompanhar o que escreves, nem sempre comento e, ultimamente, ando com tempo curto e sme muita disposição para tal.Mas sinto muito pelos "stalkers" (é assim o plural??) que inconvenientemente tem vindo a te incomodar.Sou, sim, tua fã assumida.Mas, não a ponto de te "perseguir".Admiro-te imenso.Bjs

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    1. Olá Márcia :)
      Sei bem quem é o "perseguidor", isso nem nunca esteve em causa.
      Além disso, temos este oceano imenso a separar-nos, o que é uma pena...
      Obrigada por todo o carinho.
      Beijinhos.

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  15. A blogosfera, cliché, é um espelho da sociedade e só isso explica o seu sucesso. Aqui é natural haver stalkers, virtuosos, criminosos e até inocentes.
    Não gostaria de andar pela blogosfera sem que ela tivesse os seus defeitos, os seus 'perigos', as suas virtudes, a sua magia, etc
    Para mim todos eles fazem falta, os 'bons' e os 'maus' pois são eles que constroem este mundo tão interessante e variado. Dispenso uma blogosfera utópica feita apenas de impolutos, inocentes e pessoas moralmente irrepreensíveis. Seria como saborear o melhor dos pratos sem una pitada se sal e pimenta.
    E depois em que 'mundo' seria possível a mais 'pura das virgens' estabelecer contacto com o mais 'tenebroso dos criminosos' sem que isso fosse necessariamente um perigo mas fosse sempre uma 'emoção'? Onde teríamos nós o friozinho no estômago de não saber quem esta do outro lado correndo o risco de gostarmos de alguém absolutamente 'perigoso'?

    Skin ' n Under
    my-skin-and-under.blogspot

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  16. Se há alguém que gosta de pisar o risco, sou eu.
    Se há alguém que já passou dos limites por querer tanto conhecer o inimigo, fui eu.
    Já corri riscos desnecessários apenas para dar resposta aos meus impulsos.
    Mas, ainda assim, creio que há um limite para as insanidades. O limite de cada um.
    Não é por eu ter os meus limites alargados que posso pensar que os do outro também são.
    A nossa liberdade acaba mesmo onde começa a dos outros.
    A única coisa que aqui exponho, é o facto de alguém não ter percebido que estava a passar das minhas marcas, apesar de todos os avisos.

    Bem-vindo!

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  17. Ahahahaha o que me ri com este post e sim eu fui daqueles que só leu o resumo europa américa não fosses tu acusar-me de ser stalker...sim porque pelo título viu-se logo o que isto ia dar
    Beijos charmosos e agoardo a tua pergunta no meu passatempo charmoso

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  18. Tu, stalker? Ahahaha... Tenho impressão que deve ser mais ao contrário e que também tens histórias destas para contar.
    Beijos

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  19. Que disparate...
    No Estado Novo aos stalkers acho que se chamavam de PIDES.
    Cuitadinha da Odete Santos, presumo que estás a falar da vermelha que queria ser actriz....personagem singular que foi vitima de stalkers mas ao mesmo tempo predadora de ideias.
    Arrepia-me quando passas de vitima(blogger) a predadora(stalker) e dizes carinhosamente " A legistação impunha-se...", credo, santa maria, mais uma alma penada com o " lapis azul" em punho.
    Este país está cheio de stalkers e é por isso que não vai a lado nenhum!!!!!

    BerlinAlexanderPlatz

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  20. Eu sou mesmo a pessoa mais dada a disparates, e clichés, e frases feitas, e mais disparates...
    Ah! E preconceituosa também. E vítima, mal-amada, ressabiada e moralista.
    Aliás, se começar a ler o blog do princípio vai pereceber isso lindamente. Por isso é que tenho um blog meu. Para não ter de andar a destilar no blog dos outros. Achei que era mais terapêutico...
    Bem-vinda!

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  21. Faz cinco (5) dias que não diz nada!

    Começo a sentir saudades (muitas) da sua "presença". Como irei anestesiando este sentir?

    Beijos saudosos

    Raul

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    1. Olá Raul,
      Tenho escrito muito... mas mandado muita coisa fora, também.
      Talvez ainda hoje lhe faça a vontade e dê um ar de me minha graça por aqui.
      Será, portanto, um até já.

      Bjs

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  22. Eu só queria ler o resumo, mas depois fui obrigado a ler o texto todo :(
    Adiante, posso dizer-te que da Rússia também tenho muitos "leitores" provavelmente Spam, por isso não te preocupes, o teu stalker não devia ser um qualquer Dimitri.
    PS: Não sou stalker porque só te descobri agora, e pelo que vi fiquei com medo....

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  23. Medo? Medo de quê?
    Dentro deste blog há muitos blogs.
    Não tomes a parte pelo todo.
    Bem-vindo :)

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  24. Infelizmente tenho pelo menos uma história muito triste com uma stalker. Acabou, até ver, na polícia. Não gosto demasiado de falar nisso, até para não dar protagonismo. Não poucas vezes tenho até um pouco de pena porque me parece uma pessoa gravemente infeliz, desequilibrada, socialmente excluída, sem amigos e que viu num blog alheio uma possibilidade de cultivar uma fantasia. Mas eu não posso fazer nada para a ajudar e não admito ser prejudicado por quem vem com más intenções. Os problemas estão cá para ser resolvidos.

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    1. Eu também tenho curiosidade de saber quem são as pessoas por trás dos blogues que leio (tu serias um exemplo disso), no entanto conheço os limites entre a curiosidade e a paranóia. Não consigo ter pena de quem não conhece esses limites porque para viverem a liberdade deles, têm de acabar com a dos outros. E eu percebo essa tentativa de tentar perceber e desculpar destas pessoas mas ela não fazem o mesmo esforço do lado de lá, pois não?
      Isto era conversa para quinze dias, era o que era...
      Bjs

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  25. “O segredo encontra-se no mais recôndito cerne do poder. O ato de espreitar é, por sua própria natureza, secreto. O observador se esconde ou se amolda a seu entorno e não se deixa reconhecer por um único movimento sequer. À espreita, ele desaparece por completo; reveste-se do segredo como que de uma nova pele, e persiste por um longo tempo em seu refúgio. Nesse seu estado, caracteriza-o uma peculiar mistura de paciência e impaciência”.

    Elias Canetti

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  26. Bolas... Dito assim até parece bonito...
    Bem-vindo, Sucker ;)

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