domingo, 4 de novembro de 2012

albus albus




Desta paz que assalta os tempos,
Adormecem-se as vontades,
Esclarecem-se as verdades,
Erguem-se muros de calma,
Abrem-se os olhos da alma,
Vive-se livre em pensamento.

Deste vida que se crê presa,
Que se soltem as amarras.
Que se baixem retaguardas,
Que se viva sem amparos,
Que se adocem os amargos,
Que se caminhe sem represas.

Desta calmaria branca e estéril,
Feita para sossegar os seres,
Destinando-os aos prazeres,
Que se assumem as paciências,
Que se respeitem as divergências,
Caiam muros e paredes.

Augure-se apenas o que é são.
Escale-se a liberdade com paixão .
Abram-se os homens para amar.



1 comentário:

  1. fantástico! fico feliz que a foto te tenha trazido tão belas rimas. de alguma maneira, sinto um pouquinho de mim perdido em algum verso...

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