22.2.12

Aos embeiçados, comprometidos e casados!



Não há outra maneira de dizer isto: Epá, larguem-me a baínha da saia!

Eu era daquelas que passava a vida a chorar-se por causa de não ter homem: "Ninguém gosta de mim"; "Ninguém me quer"; "Ai de mim que sou tão infeliz", blá blá blá... Já não havia cú para esta conversa.
Cansei! E no dia em que cansei de ser lamechona, e passei a ver a vida pelo lado divertido, percebi que o que não faltam por aí são homens. Alguns trastes canastrões, outros que são apenas gajos e outros são apenas coisas. Mas há por aí muitos homens para todos os gostos e feitios. Uns para a brincadeirinha, outros para a conversa, outros para ir jantar fora e, pasmem-se, até há os que conseguem fazer as três coisas num só dia. A verdade é que já não me queixo da oferta. A qualidade é outra história. Mas quantidade vai havendo.
Primeiro ponto verificado: Há muitos homens livres, mesmo que desinteressantes. Agora os homens bons, esses já foram apanhados.


Mas o que me faz mesmo sair do sério, neste mercado aberto que é a procura entre seres humanos para sair, namorar, casar, procriar, divertir... é mesmo a falta de seriedade e de honestidade.
Meus senhores, se são casados, comprometidos, em vias de se comprometerem, simplesmente embeiçados ou ligados emocionalmente a alguém: RETIREM-SE DO MERCADO, POR FAVOR!
Segundo ponto verificado: Os homens comprometidos ou casados já não gostam assim tanto de estar comprometidos ou casados.


Ora vamos lá ver minha gente! Não me venham com a conversa da normalidade da bigamia no mundo animal, porque há muito que não queremos ser comparados com os macacos. Não me venham falar de necessidades, porque essas até sozinhos as tratam. Não me venham com a conversa da genética e das hormonas, quando depois só querem ser homens para algumas coisas. 
Sejamos todos realistas. O que procuram é alguém que seja uma lady na mesa e uma louca na cama, princesa de dia e vadia de noite, silenciosa à luz do sol mas irrequieta à luz da lua.
Sejamos ainda mais dolorosamente realistas. O que acabam por arranjar são apenas mulherzinhas cinzentonas que não concebem ser mães, mulheres, donas de casa, trabalhadoras e, simultaneamente, umas grandes malucas com os seus maridos. Há todo um decoro, que ninguém lhes pediu, que insistem em ter depois do casamento e que vos deixa completamente lixados e com duas mãos muito ocupadas a partir daí.
Pois é! Ninguém vos avisou mas suponho que anos de observação do que se passava com outros casais mais velhos vos devesse ter dado a pista de que as mulheres mudam. Mudam com o casamento, com a maternidade, com o período, com a subida do preço do leite, com os sapatos novos da vizinha do 1º Esquerdo. As mulheres mudam, e raras vezes é para encarnarem o papel da amante desenfreada.
Terceiro ponto verificado: Não conseguem viver sem sexo mas procuram mulheres para casar que, previsivelmente,  não o apreciam e que, com o passar dos anos, o tendem a achar nojento e desnecessário.


Voltemos atrás para ver então o que é que se podia ter feito para evitar esta grande desgraça em que as vossas vidas se transformaram, apenas porque as pernas das vossas mulheres se deixaram de abrir.
O que falhou foi, em tempos, quando ainda podiam escolher, terem querido a princesa que não vos faz frente. Que não faz os olhos dos amigos a "scannarem" de cima abaixo. Que não tem opinião sobre as notícias do mundo. Que não se ri em voz alta num bar. Que se arranja como a vossa mãe, porque isso é o que conhecem como seguro.
Mas salvo raras excepções, quem é que as escolheu, quem foi? Eu não fui com certeza. 
Alegrem-se pelas vossas opções. Afinal de contas em tempos acharam-se os maiores, não foi?
Quarto ponto verificado: Pensem nas vossas opções. O que é que é relevante para vos fazer felizes. O que vos faz acordar de bem com a vida e ter vontade de ir para a cama ao fim do dia. São homens, por amor de Deus. Querem sexo! Será que nunca pensaram nisso?
Deviam ter procurado alguém que preenchesse também esse requisito, já que em tudo o resto foram tão criteriosos.


Finalmente, faço uma declaração de reprovação àquilo que tenho vindo a assistir da parte destes homens que pensavam ser felizes e não o são. Por culpa das opções que fizeram no passado. Por culpa das freiras com quem casaram. Por culpa do universo, está-se mesmo a ver, porque no final de contas ninguém tem culpa a não ser o destino. É mais fácil, porque esse não está cá para se defender.
Reprovo os comportamentos deles e delas, mas angustiam-me as atitudes deles porque sou mulher.
Se não estão bem ponham-se. E se estão declaradamente mal, não arrastem ninguém atrás de vocês. Sejam homens uma vez na vida e tomem as tais decisões que se esquivaram de tomar lá atrás. Saibam optar apenas por um lado e não queiram o melhor dos dois mundos. Porque as mulheres, aquelas que mudam muito, uns dias são gajas porreiras para dar umas voltinhas mas no outro também vão querer casar. Porque, caso não saibam, há mulheres que são efectivamente ladys na mesa e loucas na cama... para todo o sempre, para os seus exclusivos maridos!
Como mulher sinto-me ofendida por ser posta de parte para levar ao altar mas ser a mulher perfeita para levar ao motel. Como mulher que sabe fazer tudo, não depende de ninguém e é senhora do seu nariz, só posso lamentar que, ter outros predicados, seja visto como um entrave na hora de me levar a sentar à mesa dos sogros na noite de Natal. Não estarei enganada se disser que existem mais uma legião dessas mulheres que valem tudo mas apenas insistem em ver-lhes o nada. 
Quinto ponto verificado: Há mulheres completas neste mundo. Escolham-nas como as legitimas. Não como amantes. Sejam inteligentes uma vez na vida e isso terá repercussões pela vida toda.


Mensagem final:

Não sou santa de altar para me andarem a pedir por amor de Deus para lhes dar o jeitinho. Para lhes dar um bocadinho do amor que não têm em casa e, já agora, dar também um bocadinho do corpo que as mulheres, com o passar dos anos, tão pudicamente lhes vão recusando.
Não sou santa nem sou pêga, para andar a aturar cenas destas, até porque qualquer uma delas se faz pagar e bem, seja em donativos ou remuneração. 
Mas sobretudo, estou tão interessada em ter problemas com homens comprometidos e com a minha consciência, como em beber um garrafão de aguardente. Por isso voltem às vossas casas, façam O amor com as vossas mulheres e façam as pazes com as vossas vidas. 
Sintam-se desde já evangelizados por mim, já que de mim não vão ter mais nada.






14 comentários:

  1. ehh lá!! Isso hoje é que foi inspiração...
    ;)

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  2. Arranja uma camisola escrita: Casados fora! =D

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  3. Os Aston Martin são carros muito apreciados pela sua raridade, pela beleza, pelo desempenho
    tenho ao meu alcance somente um velho Toyota
    Ainda procuro um dia um Aston Martin antigo por aí, é uma questão de tentar
    Sei que há um celeiro que guarda o carro dos meus sonhos,
    só ainda não o descobri

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  4. OH MEU DEUS!!! Há tempos que desejava ler um texto "como deve ser" e finalmente foi aqui que o vim encontrar :O partilho por completo esta "opinião"...

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  5. Espectacular...

    Aplaudo..de pé..!!

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  6. Espectacular.......acho que todas as mulheres solteiras se sentem assim e alguém conseguiu por por escrito o que sentimos, tb eu aplaudo de pé =)

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  7. Agora é a vez do Patife provocar, que eu cá aprecio sempre uma boa gladiadora de ideias. Está tudo bem menos a premissa. Cá vai o caso exposto pelos pontos respectivos:

    1º: Primeira heresia. A maioria dos bons é precisamente a que ainda não foi apanhada. São selectos e não se entregam em relação só porque precisam de companhia. Os teus pontos seguintes sustentam precisamente a antítese desta heresia.

    2º: Um ponto a favor da teoria “Os homens bons ainda não foram apanhados”. Os que se comprometem ou casam porque não sabem estar sós e se comprometem à pressa com qualquer uma, os tais “apanhados” não são boa rês pois estão sempre a querer pular a cerca. Os bons ainda não foram apanhados.

    3º: Outro facto a sustentar que só os que não valem a pena é que foram apanhados. Os que se deixam apanhar desta maneira estariam certamente desesperados ou com medo de envelhecerem sozinhos, daí se precipitarem e se comprometerem só porque as normas de conduta sociais assim os impele e não por ter encontrado algo de verdadeiramente válido emocionalmente.

    4º: Essa falha estrutural volta a confirmar que não são os bons que foram apanhados. Os bons continuam a pinar de forma livre e solteira enquanto não encontram quem preencha todos os requisitos.

    5º: Quando ela me aparecer à frente nunca mais a largarei. Mas até lá… pinar a torto e a direito de forma desimpedida.

    Mensagem final:

    A maioria dos homens bons ainda não foi apanhada! A única coisa que me causa estranheza nos casamentos ou nos relacionamentos sérios é a frequência com que acontecem. Dificilmente se encontrará com tanta frequência alguém com quem queiramos passar todos os dias até ao resto da vida.

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  8. Ai Patife... Não te deixes levar na conversa da gladiadora... Que um dia destes cais e nunca mais te levantas. E o Patifinho tem de andar sempre levantado, já Potugal inteiro o sabe. Mas gosto de ver que te entusiasmei - que entusiasmar o Patife é coisa para me levar ao castigo um dia destes. 'Bora lá? ;)

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  9. Ahahahaha. Sou sempre a favor de castigos sem crimes. A menina é que tem de ter cuidado. "Sou o pior pesadelo dos teus pais". ´bute! ;)

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  10. Mas era para casar? Não tinha percebido? ... Pois, não é... Então para que é que os pais precisam saber? 'bute lá! ;)

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  11. Ahahahahah. Ah... a atracção do clandestino. ´tá no ir. ;)

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