quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

O "querer" e o "poder": esses conceitos desavindos.





que·rer |ê| 

(latim quaero, -ere, procurar, buscar, perguntar, informar-se, procurar obter, pedir)

verbo transitivo
1. Ter a vontade ou a intenção de.

2. Anuir ao desejo de outrem.
3. Ordenar, exigir.
4. Procurar.
5. Poder (falando de coisas).
6. Requerer, ter necessidade de.
7. Fazer o possível para, dar motivos para.
8. Permitir, tolerar (principalmente quando acompanhado de negação).
9. Admitir, supor.
verbo intransitivo
10. Exprimir terminantemente a vontade.
11. Amar, estimar.
verbo pronominal
12. Desejar estar, desejar ver-se.
13. Amar-se.
substantivo masculino
14. Desejo, vontade.


po·der |ê| 
(latim vulgar *potere, de possum, posse, ser capaz de, poder)
verbo transitivo
1. Ter a faculdade de.
2. Ter ocasião ou possibilidade de.
3. Estar sujeito a.
4. Ter força física para.
5. Ter razões para.
verbo intransitivo
6. Ter força, possibilidade, autoridade, influência para.
verbo auxiliar
7. Usa-se seguido de infinitivo para indicar possibilidade de ocorrência (ex.: isso pode acontecer) ou pedido de autorização (ex.: posso entrar?).
substantivo masculino
8. Possibilidade, faculdade.
9. Força física, vigor do corpo ou da alma.


in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, http://www.priberam.pt/dlpo/poder [consultado em 16-01-2014].




Acontece-me mais vezes do que gostaria, querer muito uma coisa e não poder tê-la ou realizá-la. Acho que hoje estou nessa encruzilhada novamente.

Olho para mim, para as expectativas sobre mim, e entendo que nunca estarei à altura, porque a distância entre o querer  e o poder, nem sequer é contabilizável. É imensa.
Há dias, em que me culpabilizo por não responder ao estímulos. Outros dias há, em que sou autocomplacente, mascarando a verdade dura de que não faço mais porque não quero. Dizer-se que não se tem ou não se faz porque não se pode, é mais aceitável, mas dizer-se que não se faz, porque não se quer, mostra menos fraqueza.
Já tive momentos na vida em que superei o medo de querer e, assim, consegui pôr em acção a vontade, o poder. É menos emotivo elevarmos a capacidade de poder em vez do querer. Querer é mais visceral. Move mais emoções, tensões, convicções. Admitir que queremos, que ambicionamos algo, torna-nos mais ferozes, mais combativos. Exige suores que nascem de dentro dos nossos pensamentos e ganham uma força extraordinária ao alcançar o nosso exterior. O poder e não querer, coloca-nos num local escuro: o sítio daquele medo que julgamos adormecidos em nós. 
E quererá alguém viver com o medo de querer e não poder?

Hoje, depois de uma pequena instrospecção, percebi que tenho muito querer mas pouco poder. E isso, até ver, ainda não me serviu de coisa alguma. Apenas alimentou o medo de um dia vir a desistir de mim.



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