quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Porque é que o céu é azul?




Soubesse eu o que faz o céu azul,
E já me teria pintado.
A cara,
As mãos.
Este amor velado.
Na cor carmim não.
Seria pecado.
Pintaria,
Nos lábios,
O peito,
Talvez num amor,
Num passado.

Pintar de preto,
Seria a solução?
Não ousaria tal.
Pois não.
Pois não.
Não pintaria as artérias,
Nem mesmo o coração.
Esse azul precioso,
Não o gastaria, 
Tampouco em vão.
Pintaria-o de outra cor,
Da cor,
Da solidão.

E o branco,
Nalgum sítio seria pintado?
Talvez nos sonhos,
Talvez.
Não vês que o branco,
É a cor da sensatez?
O azul,
Rendida me entrego,
Guardarei na minha tez,
Nas recordações,
Na lucidez.
Porque o azul foi a cor da minha aura,
Quando me apaixonei,
Pela primeira,
Vez.



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