sábado, 14 de fevereiro de 2015

Super-Tudo




Nasceste valente, feito para a vida.
Foste forte quando ainda nem sabias que o ias ser.
Que o ias ser por toda a vida.
Foste herói quando ninguém te o exigia.
Salvaste pessoas quando eras tu quem precisava de socorro.
Quando gritavas dentro de ti por ajuda.
Aguentaste tudo em silêncio na esperança de esse silêncio os salvar.
Porque lhes és grato e sabes que a tua desgraça os iria desgraçar.
Porque lhes tens um amor maior que a própria vida.
E por isso, por mais que também tu precisasses de ser resgatado dos lugares profundos e difíceis por onde andaste, mantiveste sempre a trajetória. 
Mesmo quando tudo indicava que te ias despenhar.
Aguentaste os voos impossíveis, com todos os que te amam às costas, e com todos os destinos por traçar porque, sem saberes, era essa a tua missão.
Por essa altura, mesmo com a tua negação, já todos sabiam que eras um Super-Herói.
Que ias vencer tudo e todos e que era isso que ia livrar-te a ti mesmo de todas as desgraças.
Que o teu amor pelos outros ia ser a tua salvação.
Mas enquanto os outros te enalteciam as virtudes, tu cresceste tímido, escondido numa capa.
Cresceste a olhar-te como fraco quando todos os outros viam um ser forte.
Pleno de Super-Poderes.
Mas não o reconhecias e viveste amargurado.
Com voos baixos, quase a perder o rumo, na iminência de um despiste.
As forças faltaram-te mesmo com a capa posta.
Mesmo com o punho erguido.
O menino tomava conta do homem e perdia-se.
No silêncio do teu refúgio, sem nunca o dares a saber, sei que as forças muitas vezes te faltaram.
Mas a tua maior virtude esteve, precisamente, nas tuas fraquezas e não nos teus feitos.
Esteve naqueles momentos em que voavas de um lado para o outro, de capa intrépida e alma desfeita mas, ainda assim, com ganas de fazer tudo para ajudar quem precisava.
Foste, és, verdadeiramente, um Super-Homem com um Super-Coração.
És um Super-Herói.
Um Super-Ser-Humano.
Um Super-Filho-Irmão-Marido.
Um Super-Lutador.
Um Super-Sobrevivente.

Meu amor, tu és o meu Super-Tudo.


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