sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Polargiving

Acreditem que é uma boa maneira de nos sentirmos úteis e, em contrapartida, sentirmos que alguém está disposto a fazer algo em troca. Eu decidi ser generosa, consequentemente, alguém também o foi comigo. Não deveria ser sempre assim?

Texto e ideia da Pólo Norte do Blog Quadripolaridades



"A Inês precisava de companhia para um café numa esplanada em Lisboa. A Luísa ofereceu-se. Por sua vez, a Inês vai potenciar um contacto ao Paulo. A Luísa vai aceitar uma lição de desenho do Pedro.
A Ana precisava de um contacto na área do Jornalismo para conversar. A Pólo Norte chegou-se à frente.
A Catarina queria companhia para ir ver o Cristo-Rei. Alguém logo se voluntariou para a acompanhar.
A Bárbara precisava de explicações de Biologia e a Isa não se fez de rogada.

Há quem chame ao conceito "Banco de Tempo". Há quem se lembre do filme "Favores em cadeia" e associe. Eu chamo-lhe "generosidade".
Porque os leitores do meu blog
http://quadripolaridades2.blogspot.com/ são os melhores mesmo.

Estão em cima da mesa as seguintes ofertas: fazer instrumentos musicais, um abraço, livros juvenis, ajuda para fazer uma carta de amor, livros, um gato, ajuda para criar um blog,  fotografias de paisagens, ajuda para fazer retratos (em fotografia), para organizar uma exposição, tradução de textos inglês português, partilha de bibliografias sobre artes visuais e arte para mudança social. partilha de links para filmes, ajuda no planeamento de viagens, companhia para ir ao cinema, uma aula de como fazer risotto, acompanhar mães adolescentes, uma visita turística a S. Miguel, um postal do Quénia na caixa do correio, guarida em Cascais, aulas de viola, lições de italiano e letão, casa em Riga durante uns dias, uma sessão de life coaching, uma lição de yoga, um bolo de chocolate...



(A regra é que para se receber qualquer uma das ofertas explicitadas no Facebook tem que se ter algo para dar em troca também)





2 comentários:

  1. É engraçada a interpretação dos leitores, o texto que comentaste nada tem de depressivo para mim. É exatamente o contrário: a rejeição da depressão, digo, do amor.

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  2. Já tinha percebido que tenho esse problema com as palavras: nunca percebo o sentido que dão à palavra amor - se a brincar, se muito a sério.
    De facto cada um interpreta à sua maneira, consoante o seu estado de espírito, as experiências de vida ou, simplesmente, porque procura um encaixe de si mesmo nas palavras. Eu sou depressiva: procurei-me assim no texto.

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